
Há anos que a pauta negros, negras é marketing eleitoreiro principalmente entre as ditas esquerdas que chegam ao poder e não lembram na prática, só na demagogia. E não é de se estranhar, pois as condições sociais do povo negro é lastimoso e precário, no Brasil, principalmente, com uma alarmante agravo o do falso negrume. Que alias em Fortaleza, a prefeitura municipal utiliza as agremiações de maracatu para reforçar a ideia de que no Ceará não tem negros, ou negras, em seu edital de carnaval. Os negros são obrigados a parecer negro atrás do falso negrume. A cada ano aumenta o critério de tempo para não dá as agremiações mais recente, o privilégio de subir de categoria impedindo assim o acesso.
Surpreende aos carnavalesco que contam com aquela premiação em favor de uns poucos, que têm medo de concorrer com agremiações com menas tradições no desfile de municipal de carnaval. Artigos de escolinha é colocado no intuito de melindrar os blocos a ponto de exigir dos carnavalescos bom comportamento, pois estão indo à igreja se confessar.
A cultura é viva! É dinâmica! O carnaval é folia, é perversão!
Até quando seremos, os maracatuqueiros, obrigados a mascara de falso negrume? Que a PMF se esconde por trás da mascara da promoção da igualdade racial esta evidente, mas daí forçar a maquiar-se é outra ideia que precisa ser debatida e combatida. A PMF deveria estar PROMOVENDO POLITICAS DA IGUALDADE RACIAL e não criando artifícios para o movimento contrários, dar um grito de liberdade, uma verdadeira abolição das correntes da escravidão.
Ouvi outro dia na radio universitária, embora só tenho escutado o final, o questionamento sobre uma manifestação pública minha contraria a displicência do jornalista de um jornal local, que ousou irresponsavelmente de vincular duas matérias acusando as religiões de matriz africana de praticar ritual macabros, nessa o locutor forçando uma defesa e desqualificar minha discussão referente ao racismo e a intolerância religiosa daquele jornalista e do grupo que ele representa, o locutor se colocou na defesa do governo municipal alegando que a prefeitura e o Estado tem um canal de dialogo aberto para com o movimento negro o que foi confirmado pelo grupo de ativistas que lá estavam, eu perguntaria se é dialogo que nós do povo negro reivindicamos, pergunto ainda, qual o dialogo do MN e o governo do Estado do Ceará? Qual é a politica pública de promoção de igualdade racial implantada por uma dessas duas gestões que estão no poder? Uma coordenação que tem se comportado mais como uma produtora de eventos, sem a menor condição de implantar as politicas reivindicadas pelo povo negro? Será que essa é a ideia de PROMOÇÃO DE IGUALDADE RACIAL que eles pretendem para nós negros?
Quantas escolas tem efetivamente a história da África e dos Afrodescendentes nos currículos escolares, quantas maternidades têm o exame do pezinho com a capacidade de diagnosticar anemia falciforme? A politica de cotas raciais defendida pela prefeitura de FORTALEZA, por exemplo, porque no Imparh apesar de ter cotas sociais não tem as raciais? Porque apesar de aprovado há anos, o feriado de 20 de novembro no município até então não é feriado, tem uma explicação lógica, não é dia de santo católico, nem de tiradentes.
Sou negro, sou guerreiro, sou maracatuqueiro.
Eu sou estrela, sou primeiro, também sou o derradeiro.
Mas, não sou vendido, não tenho preço,
Nordestino, eu sou por inteiro.

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